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Artigo:

Resistências às Novas Tecnologias na Educação

Mônica Nogueira da Costa Figueiredo
Pedagoga; Psicopedagoga; Professora da Universidade Gama Filho.
monicafigueiredo@click21.com.br

Introdução

Já é notório que as resistências existem, principalmente quando estão relacionadas à questão da tecnologia na Educação. Não é novidade a questão do medo do profissional por não dominar o mecanismo, a questão financeira e outras mais.

Resistência não é exclusividade do professor e nem as novas tecnologias são as únicas a terem dificuldades de entrar na vida das pessoas. Resistência é um fator normal quando o assunto é "novidade". Normalmente, as pessoas resistem por medo a este novo e também ao fato de que isto irá modificar seu dia a dia. Para aceitação devemos estar preparados para uma alteração, inclusive, de paradigmas.

Alguns fatores são colocados como de resistência à tecnologia na escola. Só que todos eles podem ser superados se o professor e a escola quiserem. Para isto, é preciso que conheçam o que é a Informática Educativa e qual o seu valor dentro do processo de ensino e aprendizagem.

Como superar as resistências

O que mais se repara nesta questão de resistências é o medo. Ele existe com relação, principalmente à máquina, pois muitos não a dominam e acreditam que não são capazes disto. Vêem que desta forma o aluno irá saber mais do que ele e logo ficará desmoralizado. Outra questão, é que muitos levam seus alunos para o laboratório e acabam fazendo as mesmas coisas que faziam em sala de aula, percebem que a aula fica chata e desinteressante e por isso acreditam que o computador não ajuda em nada.

Com relação à Internet as resistências também existem. A Internet proporciona uma comunicação sem limites e a idéia principal que ela passa é liberdade de acesso a todos os tipos de informações. Como, então, controlar o aluno? Como fazer com que ele não se disperse da aula? Como fazer com que a minha proposta seja mais interessante? Impossível!? Começam, então, as resistências. O professor não acredita na possibilidade de poder dar uma aula com tanta autonomia do seu aluno. Ele, professor, é o controlador e dele é que deve vir a informação e o conhecimento. Realmente, quem tem uma postura como esta não irá conseguir trabalhar com a Internet, aliás, terá grande dificuldade de desenvolver um bom trabalho.

A Internet é sinônimo de comunicação e acesso fácil à informação. Deve ser utilizada para enriquecer a aula e não atrapalhar. O professor deve perder o medo de ser substituído por esta máquina, pois ela é detentora da informação, mas é ele quem irá trabalhar com esta para que se transforme em conhecimento. A máquina não tem poder de organizar as idéias ou transformá-las, muito menos a Internet. Mesmo quando o ensino ocorre à distância, existe a necessidade de uma pessoa do outro lado da máquina organizando o processo.

O aluno não precisa ser controlado, ele deve perceber a importância do trabalho e saber que aquele momento não é para o acesso a assuntos particulares. Os serviços estão sendo usados com intuito educacional. Este medo da dispersão pode ser evitado quando o professor estabelece com os alunos um diálogo aberto e franco.

A Internet deve ser levada a sério, pois pode ser usada por lazer e entretenimento, mas também com foco de trabalho. As diversas informações e facilidades de comunicação podem ser aliadas do professor e do aluno, melhorando e facilitando o processo de aprendizagem. O aluno quando participa ativamente do seu processo educacional percebe com mais clareza a importância deste em sua vida. Leva mais a sério e consegue, assim, fazer com que a aprendizagem ocorra.

Os fatores de resistência não estão ligados apenas aos professores, as escolas também fazem isto por não conhecerem direito. Por isso, não fazem nenhum tipo de modificações físicas ou de planejamento para que a Informática Educativa possa entrar com mais facilidade na escola. Algumas alegam questões financeiras como barreira para implantação de um laboratório.

Enfim, motivos é o que não faltam para se resistir. Mas o que temos que entender é que, apesar das dificuldades que estão implicadas, a Informática Educativa existe para melhorar e facilitar o processo de ensino e aprendizagem. Isto serve tanto para o aluno, que é participante ativo no processo, quanto para o professor que é mediador e coordenador. É importante que haja a capacitação do professor para que o trabalho seja bem feito da forma como deve ser. Utilizar o computador como marketing, ou como um quadro negro onde se digita ao invés de usar o giz, é o grande erro que professores e escolas cometem.

A Informática Educativa existe para que o aluno seja atuante e autor do seu aprendizado. Para isto, é necessário que seja usada de forma correta sem repetir os trabalhos tradicionais que acabam valorizando mais um tipo de cognição do que outras. Deve haver preparação daquele que irá trabalhar com os alunos, e este é o professor da própria turma ou disciplina. É ele quem sabe que tipos de projetos podem ser desenvolvidos de acordo com os conteúdos que estão sendo trabalhados. Fazendo isto os alunos percebem que não estão ali por simples entretenimento, e sim num processo de aprendizagem continuada.

Conclusão

Percebe-se hoje uma mudança no comportamento de alguns profissionais da área de Educação, pois já começam a querer saber o que devem fazer para melhorar sua forma de trabalhar e a preocupar-se de que forma o computador pode auxiliá-lo nesta mudança. A primeira postura tem que ser perder o medo da máquina, pois ela não é um ser que tem vida própria e sim uma máquina que depende do controle de alguém, para que funcione.

A segunda postura está ligada ao conhecimento dos programas que a escola possui, para perceber de que forma pode criar seus projetos e sugestões aos seus alunos. Nesta etapa, vale a pena ter auxílio de alguém técnico para poder clarear as possibilidades técnicas. O professor não deve estar capacitado apenas no conhecimento do programa utilizado, mas também a que etapas cognitivas ele pode alcançar para auxiliar o processo.

Ter medo é natural, o que não pode ser permitido é a estagnação e não aceitação do que está surgindo, principalmente porque traz melhorias para o processo. Superadas as resistências, o professor perceberá que as mudanças que sofreu diante da chegada da tecnologia, não são negativas, muito pelo contrário. Mudar deve ser um processo constante na vida de um professor, pois afinal o resultado de seu trabalho deve sempre trazer mudanças de comportamentos individuais, afetando a sociedade que cerca o indivíduo.

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Referências Bibliográficas:
PRADO, Maria Elisabette Brisolara Brito. Computador na Escola: resistências iniciais. Disponível em: <http://geocities.yahoo.com.br/spereirag/texto_4.htm > acesso em: 30 de março de 2005.
WEISS, Alba Maria Lemme, CRUZ, Mara Lúcia R. M. da. A Informática e os Problemas Escolares de Aprendizagem. Rio de Janeiro: DP&A editora, 2001
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Para referência desta página:
FIGUEIREDO, Mônica Nogueira da Costa. Resistências às Novas Tecnologias na Educação.
Visão Educacional, Rio de Janeiro, 2004.Disponível em:<http://www.visaoeducacional.com.br/visao_educacional/artigo6.htm>Acesso em: ___/____/___.

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