Já
é notório que as resistências existem, principalmente quando estão relacionadas à
questão da tecnologia na Educação. Não é novidade a questão do medo do profissional
por não dominar o mecanismo, a questão financeira e outras mais.
Resistência
não é exclusividade do professor e nem as novas tecnologias são as únicas a terem
dificuldades de entrar na vida das pessoas. Resistência é um fator normal quando o
assunto é "novidade". Normalmente, as pessoas resistem por medo a este novo e
também ao fato de que isto irá modificar seu dia a dia. Para aceitação devemos estar
preparados para uma alteração, inclusive, de paradigmas.
Alguns
fatores são colocados como de resistência à tecnologia na escola. Só que todos eles
podem ser superados se o professor e a escola quiserem. Para isto, é preciso que
conheçam o que é a Informática Educativa e qual o seu valor dentro do processo de
ensino e aprendizagem.
Como superar as
resistências
O
que mais se repara nesta questão de resistências é o medo. Ele existe com relação,
principalmente à máquina, pois muitos não a dominam e acreditam que não são capazes
disto. Vêem que desta forma o aluno irá saber mais do que ele e logo ficará
desmoralizado. Outra questão, é que muitos levam seus alunos para o laboratório e
acabam fazendo as mesmas coisas que faziam em sala de aula, percebem que a aula fica chata
e desinteressante e por isso acreditam que o computador não ajuda em nada.
Com relação à Internet
as resistências também existem. A Internet proporciona uma comunicação sem limites e a
idéia principal que ela passa é liberdade de acesso a todos os tipos de informações.
Como, então, controlar o aluno? Como fazer com que ele não se disperse da aula? Como
fazer com que a minha proposta seja mais interessante? Impossível!? Começam, então, as
resistências. O professor não acredita na possibilidade de poder dar uma aula com tanta
autonomia do seu aluno. Ele, professor, é o controlador e dele é que deve vir a
informação e o conhecimento. Realmente, quem tem uma postura como esta não irá
conseguir trabalhar com a Internet, aliás, terá grande dificuldade de desenvolver um bom
trabalho.
A
Internet é sinônimo de comunicação e acesso fácil à informação. Deve ser utilizada
para enriquecer a aula e não atrapalhar. O professor deve perder o medo de ser
substituído por esta máquina, pois ela é detentora da informação, mas é ele quem
irá trabalhar com esta para que se transforme em conhecimento. A máquina não tem poder
de organizar as idéias ou transformá-las, muito menos a Internet. Mesmo quando o ensino
ocorre à distância, existe a necessidade de uma pessoa do outro lado da máquina
organizando o processo.
O
aluno não precisa ser controlado, ele deve perceber a importância do trabalho e saber
que aquele momento não é para o acesso a assuntos particulares. Os serviços estão
sendo usados com intuito educacional. Este medo da dispersão pode ser evitado quando o
professor estabelece com os alunos um diálogo aberto e franco.
A
Internet deve ser levada a sério, pois pode ser usada por lazer e entretenimento, mas
também com foco de trabalho. As diversas informações e facilidades de comunicação
podem ser aliadas do professor e do aluno, melhorando e facilitando o processo de
aprendizagem. O aluno quando participa ativamente do seu processo educacional percebe com
mais clareza a importância deste em sua vida. Leva mais a sério e consegue, assim, fazer
com que a aprendizagem ocorra.
Os
fatores de resistência não estão ligados apenas aos professores, as escolas também
fazem isto por não conhecerem direito. Por isso, não fazem nenhum tipo de modificações
físicas ou de planejamento para que a Informática Educativa possa entrar com mais
facilidade na escola. Algumas alegam questões financeiras como barreira para
implantação de um laboratório.
Enfim,
motivos é o que não faltam para se resistir. Mas o que temos que entender é que, apesar
das dificuldades que estão implicadas, a Informática Educativa existe para melhorar e
facilitar o processo de ensino e aprendizagem. Isto serve tanto para o aluno, que é
participante ativo no processo, quanto para o professor que é mediador e coordenador. É
importante que haja a capacitação do professor para que o trabalho seja bem feito da
forma como deve ser. Utilizar o computador como marketing, ou como um quadro negro
onde se digita ao invés de usar o giz, é o grande erro que professores e escolas
cometem.
A
Informática Educativa existe para que o aluno seja atuante e autor do seu aprendizado.
Para isto, é necessário que seja usada de forma correta sem repetir os trabalhos
tradicionais que acabam valorizando mais um tipo de cognição do que outras. Deve haver
preparação daquele que irá trabalhar com os alunos, e este é o professor da própria
turma ou disciplina. É ele quem sabe que tipos de projetos podem ser desenvolvidos de
acordo com os conteúdos que estão sendo trabalhados. Fazendo isto os alunos percebem que
não estão ali por simples entretenimento, e sim num processo de aprendizagem continuada.
Conclusão
Percebe-se
hoje uma mudança no comportamento de alguns profissionais da área de Educação, pois
já começam a querer saber o que devem fazer para melhorar sua forma de trabalhar e a
preocupar-se de que forma o computador pode auxiliá-lo nesta mudança. A primeira postura
tem que ser perder o medo da máquina, pois ela não é um ser que tem vida própria e sim
uma máquina que depende do controle de alguém, para que funcione.
A
segunda postura está ligada ao conhecimento dos programas que a escola possui, para
perceber de que forma pode criar seus projetos e sugestões aos seus alunos. Nesta etapa,
vale a pena ter auxílio de alguém técnico para poder clarear as possibilidades
técnicas. O professor não deve estar capacitado apenas no conhecimento do programa
utilizado, mas também a que etapas cognitivas ele pode alcançar para auxiliar o
processo.
Ter
medo é natural, o que não pode ser permitido é a estagnação e não aceitação do que
está surgindo, principalmente porque traz melhorias para o processo. Superadas as
resistências, o professor perceberá que as mudanças que sofreu diante da chegada da
tecnologia, não são negativas, muito pelo contrário. Mudar deve ser um processo
constante na vida de um professor, pois afinal o resultado de seu trabalho deve sempre
trazer mudanças de comportamentos individuais, afetando a sociedade que cerca o
indivíduo.